Morte das Casas

2004

Uma chuva contínua atravessa os três andares do saguão do prédio do CCBB de São Paulo. Nove pares de caixas de som colocadas no teto e no chão reproduzem um trecho do poema “Morte das casas de Ouro Preto”, de Carlos Drummond de Andrade, recitado por atores e um coro:

“Sobre o tempo, sobre a taipa,
a chuva escorre. As paredes
que viram morrer os homens,
que viram fugir o ouro,
que viram finar-se o reino,
que viram, reviram, viram,
já não vêem. Também
morrem.”